Iniciamos nossa jornada pelo Nacionalismo na arquitetura com uma figura icônica: Lina Bo Bardi. Italiana de nascimento, mas brasileira de coração e alma, Lina trouxe uma visão única que unia a modernidade europeia à cultura popular brasileira, criando obras que são verdadeiros monumentos à vida social.
O MASP e o Vão Livre da Liberdade
MASP, Museu de Arte de São Paulo visto desde Av. Paulista, a mais conhecida obra de Lina Bo Bardi
Nenhuma obra define melhor sua trajetória do que o MASP (Museu de Arte de São Paulo).
A Lição Técnica: Ao suspender o museu sobre quatro pilares vermelhos, criando um vão livre de 74 metros, Lina não criou apenas um prédio; ela devolveu a praça ao povo. É o exemplo máximo de como a arquitetura pode ser monumental e generosa ao mesmo tempo.
SESC Pompéia: A Fábrica da Alegria
Outro marco fundamental é o SESC Pompéia. Lina transformou uma antiga fábrica em um centro cultural vibrante, mantendo a estrutura bruta de concreto e adicionando janelas orgânicas ("buracos de caverna"). Sua trajetória nos ensina que o concreto não precisa ser frio; ele pode ser um palco para a convivência humana, para o esporte e para a arte.
A Literatura do "Acréscimo"
Lina acreditava que a arquitetura só fazia sentido quando as pessoas a ocupavam. Ela valorizava o imperfeito, o artesanato e a cultura nordestina. Estudar Lina Bo Bardi é entender que o nacionalismo na arquitetura brasileira não está apenas nas formas, mas na maneira como abraçamos a nossa identidade e a nossa gente.



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